Dor crônica não é só física.


Quando uma dor permanece por muito tempo, ela pode mudar mais do que a forma como você se movimenta.
Pode afetar o sono.
Pode dificultar atividades que antes faziam parte da rotina.
Pode diminuir a disposição para se movimentar.
Pode interferir na vida social e no bem-estar.
E, com o tempo, tudo isso também pode pesar emocionalmente.
A relação entre dor crônica e saúde mental é complexa. Pesquisas mostram que sintomas de ansiedade e depressão são frequentes em pessoas com dor crônica e que essa relação pode acontecer nos dois sentidos. Isso não significa que “a dor está na cabeça” ou que um problema emocional seja a causa de toda dor.
É justamente por isso que olhar para a pessoa como um todo é tão importante.
Na fisioterapia, o cuidado pode envolver estratégias para recuperar movimento, função e participação nas atividades do dia a dia, sempre considerando as características e os objetivos de cada paciente.
Cuidar da dor também é cuidar de tudo aquilo que ela pode estar limitando.
E cuidar da saúde mental não precisa acontecer sozinho. Psicólogos, médicos, fisioterapeutas e outros profissionais podem fazer parte de uma rede de cuidado, cada um dentro da sua atuação.
Neste Setembro Amarelo, fica um lembrete: sofrimento merece ser levado a sério, seja ele físico ou emocional.
Se a dor vem acompanhando você há muito tempo e está interferindo na sua rotina, procure avaliação profissional.
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